EXISTE UMA CRENÇA DE QUE a exposição de dados se resolve com ferramenta. Extensão de navegador, de desindexação automática, robô que baixa o resultado. A promessa é atraente porque parece barata e rápida, e o resultado costuma ser o oposto.
O que essas ferramentas fazem
Enviam requisições automáticas ao buscador, com o nome da pessoa e o endereço da página. Em alguns casos, funcionam, em um número pequeno de casos, e criam a impressão de que o problema foi resolvido. O que elas não fazem é verificar o resultado: o endereço continua lá, a cópia continua lá, e o buscador volta a indexar.
O que a exposição realmente exige
Documento de identidade legível, pedido escrito com fundamento legal, protocolo e prazo. Cada uma dessas etapas exige uma pessoa, uma assinatura e um acompanhamento. É por isso que o serviço é manual, e por isso que não pode ser automatizado.
O que a automação atrapalha
Ela cria um histórico de pedidos mal formulados no portal, que reduz a chance de o pedido seguinte ser aceito. E, nos casos em que o portal responde à altura, o resultado é a demissão automática do pedido, sem que ninguém saiba o que aconteceu. O custo de uma tentativa perdida é maior do que o de uma espera.
O que a ferramenta faz bem
Uma coisa: mostrar o tamanho do problema. A busca pelo nome, com o registro das páginas, é o ponto de partida. O resto é trabalho, com método e com gente.