QUANDO UMA EMPRESA faz uma due diligence de fornecedor, cliente ou parceiro, a busca não para no logotipo e no CNPJ. Ela vai até o nome de quem assina, do administrador, do sócio. É nesse ponto que um processo antigo de um sócio pode deixar de ser um assunto privado e virar um assunto comercial.
O que a busca revela
O que a página mostra é o recorte: número do processo, vara, tipo de ação e andamento. Quando o processo é antigo, o buscador não mostra a sentença, e a leitura é de litígio. Uma empresa que contrata fornecedor faz esse raciocínio por conta própria, sem precisar de ninguém para dizer que aquilo é risco.
O efeito no ciclo comercial
É um efeito de atrito, não de bloqueio. A operação não para, mas a negociação demora mais, exigem-se documentos adicionais e, às vezes, o negócio não fecha. Empresas que passam por esse crivo de forma recorrente costumam tratar a exposição do sócio como parte da gestão de risco, e não como acaso.
O que funciona
Inventário do nome dos sócios e administradores, exposição de cada um deles, e plano de tratamento com prazo. Nos casos em que o processo é antigo, a certidão do tribunal é o documento que converte a leitura: muda o desfecho de "processo" para "processo encerrado sem condenação", e isso muda a decisão do outro lado.