QUANDO UMA NOTÍCIA SAI sobre um processo, ela ganha vida própria. O portal que publicou o andamento recebe a pauta, a pauta vira texto, o texto é indexado, e a manchete passa a responder pela sua reputação em qualquer busca pelo seu nome.
Como a manchete se forma
Quase sempre a partir de um dado que existe nos autos: o número do processo, o tipo da ação, a vara. O repórter não consulta a sentença final, porque ela raramente cabe no espaço da edição, e escreve com o que tem. O resultado é uma frase como "homem é réu em processo de fraude", que continua indexada anos depois, com o desfecho fora do alcance do leitor.
O que a notícia deixa para trás
Três coisas. A página da notícia, que continua no ar. A cópia em outros portais, que pegam o mesmo texto. E o resultado da busca, que leva à página mais antiga e mais chamativa. É por isso que retirar a página de consulta não resolve: a notícia é outra camada.
O que pode ser feito
O caminho é o mesmo dos outros casos, com uma via específica para a notícia. Cabe pedir à redação a correção ou a retirada do texto, com o documento que mostra o desfecho real do processo. E cabe pedir a desindexação do endereço, para que a manchete pare de aparecer na busca. Quando a notícia sai do índice, o problema deixa de ser visível, mesmo que a página continue no portal.
Por que o trabalho precisa ser acompanhado
Porque a notícia se ramifica. Um portal pode publicar, outro pode republicar, e uma rede social pode compartilhar. Cada ponta tem um responsável e um prazo. É o mapa completo que faz a diferença, e é o primeiro passo do nosso atendimento.