O PROCESSO É O MAIS VISÍVEL dos problemas, mas não é o único. Em boa parte das contratações perdidas por conteúdo online, o que pesou foi outra coisa: um print antigo, uma foto de festa, uma postagem de quando a pessoa estava mal, um comentário de 2012 que ninguém tirou do registro.
O que fica mais tempo do que parece
Conteúdo de rede social antigo é indexado, copiado e reindexado. E o print é o pior caso, porque não depende de ninguém publicar de novo: a imagem está em um site, em um fórum, em um álbum, e o buscador a encontra junto com o nome da pessoa.
A diferença entre o que você e o que os outrosoker veem
Você lembra do que publicou há quinze anos. Quem faz a busca não sabe disso: encontra a postagem, não o contexto, e conclui o que a imagem sugere. É o mesmo mecanismo do processo, com um agravante: aqui, o conteúdo é de autoria da própria pessoa, o que costuma gerar uma mistura de culpa e resignação.
O que dá para fazer
Revisar o que está indexado no seu nome e decidir o que sai. Profil nas redes sociais que não usa mais, configurações de privacidade que podem ser mais restritivas, e pedidos de retirada nas plataformas onde o conteúdo está. É a mesma lógica do restante do trabalho, e o mesmo cuidado: o que é público, o que pode ser retirado e o que vale a pena preservar.