QUANDO O CRÉDITO É NEGADO, a resposta da institution é quase sempre a mesma: "consulta de risco". A pessoa sai da agência sem entender o que houve, e com a sensação de que existe alguma coisa errada com o nome dela. muitas vezes, existe, e está na internet.
Como o processo chega à consulta de risco
A cadeia é conhecida. O processo é publicado no portal de consulta, o portal organiza o dado e o disponibiliza, a cópia é indexada e capturada por quem compra bases, e a base alimenta o sistema de análise de risco que a instituição consulta. É o mesmo caminho que leva o processo ao seu currículo, e o efeito é o mesmo: a pessoa é reduzida a um registro antigo, fora de contexto.
O que a consulta mostra
Além do que está indexado, o nome aparece em listas de restringição, de protested de títulos e de histórico deBirô. A informação é estruturada, tem data de referência e mostra a situação, o que reduz o espaço para a interpretação equivocada. Mas, quando o registro é copyado de uma página, vem sem a data do desfecho, e é aí que a leitura se distorce.
O que pode ser feito
Três frentes. Identificar o que está na base e de onde veio, para pedir a correção ou a eliminação. Tratar a exposição pública que alimentou a base, para que a próxima atualização já não encontre o dado. E, quando a negativação for indevida, pedir a correção, com a certidão do processo, porque a jurisprudência recente reconheceu a presunção de dano moral na disponibilização irregular de dados pessoais.
É um trabalho que começa pelo diagnóstico do que está no seu nome, não pela reclamação na agência. A agência responde ao que recebe, e o que ela recebe é o que está indexado.